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Em três meses, preço da gasolina cai quase 10% em Sorocaba

Preço Gasolina Sorocaba

O preço médio do litro da gasolina nos postos de Sorocaba teve redução de 8% — 36 centavos — em pouco mais de três meses, entre 16 de setembro e 5 de janeiro, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor do combustível passou de R$ 4,40 para R$ 4,04. Os principais motivos para a queda são o alívio na cotação internacional do petróleo e no câmbio.

A pesquisa é feita em 26 postos de Sorocaba. A mais recente ocorreu entre 30 de dezembro e 5 de janeiro. O preço médio de R$ 4,04 foi obtido a partir do mínimo de R$ 3,78 e máximo de R$ 4,59. Apesar da queda, consumidores ouvidos pelo Cruzeiro do Sul ainda preferem abastecer com etanol, cujo preço médio ficou quase estável desde setembro — de R$ 2,63 para R$ 2,66.

De acordo com o presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado São Paulo (Sincopetro), Jorge Marques, a diminuição no valor médio da gasolina na cidade tem relação com a oscilação do dólar e menor cotação dos barris de petróleo, principais influências sobre o preço praticado pelas refinarias.

Apesar do registro de baixa no valor da gasolina, Marques critica a incidência de impostos. “São 50 e poucos por cento de imposto. É por isso que o litro é taxado a R$ 1,50 na porta da refinaria, mas passa dos R$ 4 nos postos. O que temos que questionar são os impostos. Não adianta diminuir a base de cálculo do preço e não reduzir os impostos”, declara. À parte ao posicionamento crítico, o presidente do Sincopetro tem boas expectativas para este ano. “Sai daquele contexto de eleição, de incertezas, de toda aquela agitação. Como a Petrobras já avisou que vai usar parâmetros internacionais, se houver estabilização econômica, a situação deve caminhar um pouco melhor”.

Etanol
Algumas pessoas que rodam bastante com o carro optam pelo etanol. É o caso do técnico de ar-condicionado João Batista da Silva. “Eu preciso abastecer uma ou duas vezes por semana, então não conseguiria rodar se fosse na gasolina”, diz.

O mesmo vale para o coordenador de produção Wanir da Silva. “Eu percebi uma queda na gasolina, mas não tem jeito. Estou há mais de um ano usando só álcool”, afirma. O mecânico Paulo César Batista Santos endossa o discurso. “Não tem condição de abastecer com gasolina. Só coloco aditivada de vez em quando para render um pouco mais.”

Com gasolina, o motor rende mais que o etanol. Muitos proprietários fazem a equação dos 70%. Se o preço do etanol for menor que a gasolina nessa proporção, seria mais viável o combustível da cana. Considerando os valores médios da pesquisa mais recente da ANP, ainda compensaria o etanol.

Fonte – Cruzeiro do Sul